segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O texto dos 3 dias

ALERTA:
Este texto é atemporal, partes dele foram escritas em dias diferentes, tudo misturado mas tentando seguir a ordem cronológica dos fatos. Comecei a escrevê-lo na sexta dia 21, e talvez termine no domingo dia 23. No entanto, como diz a matemática, a ordem dos fatores não altera o produto.

Fotógrafa Ellen Von Unwerth

"Mãe, acho que me apaixonei por um homem desgarrado de pátria, louco como só ele e eu, te digo minha mãe, fique feliz, ele cheira bem, é limpo, me trata bem, e vem do mesmo mundo que o nosso, o mundo dos que querem algo novo, um mundo de verdade, dos que procuram ser e não apenas passar. Eu o amo, e partirei com ele a qualquer momento, talvez eu volte um dia, depois que ele me absorver toda em música, e eu o absorver para dentro de mim e disso nascer mais um mundo novo, o nosso. Te amo. De sua filha inconsequente."

Sempre começo um texto sem saber sobre o que vou falar, estava com vontade/necessidade de escrever, mas sem algo que fizesse deslanchar minhas palavras abusadas. E dessa vez elas não quiseram sair tão abusadas.
Hoje acordei camuflada, como um camaleão me escondi no meio da multidão, hoje não quero aparecer para meus caçadores. Só hoje eu quero me manter dona de mim mesma. Não quis atender amigos, tão pouco quero falar com desconhecidos.
Me mantenho sóbria desde quarta-feira, e desde então mantenho-me também um pouco mais reservada (talvez a astrologia, posicionamento da lua, ou sei lá o que explique o motivo disso). Tenho vontade de ler, escrever, assistir um bom filme, ouvir música boa sem me preocupar em ter de analisa-la. Quero absorver informação que seja útil para o meu ser.

{tempo para observar a rua e chegar em casa}

Sim, comecei escrevendo no caminho do shopping para casa. Como já disse antes, sou contraditória, assim como estou me sentindo fechada e sem vontade de falar com pessoas, também tenho uma necessidade enorme de estar entre pessoas sem ter de me comunicar com palavras. Gosto desse desprendimento, posso apenas observar e ser observada.
Me perco nos pensamentos ao assistir algum programa de tv. Penso.
{tempo para me fixar no tempo....tomo banho, vejo um filme, almoço às 17h}

Entro no face, leio recados, e posts aleatórios de pessoas aleatórias, tudo TÃO igual, TÃO chato, TÃO cansativo, nada que me acrescentasse. Dei risadas das piadinhas da internet, sempre tem uma pra me fazer rir. Então, fui lá responder meu ask, vício diário que me faz desopilar e muitas vezes faz com que eu me questione, sim me fazem perguntas fantásticas, mas nem todas eu posso responder por questão de "eu tenho noção".

Acordei tarde, dias sem ter meu filho por perto, aproveito para sair da rotina. Rotina? (eu mentindo para mim mesma). Assisto um dvd sobre a vida do meu artista favorito, Freddie Mercury-The great pretender, um bom documentário sobre um artista único, e que fez a diferença. Almoço às 17h de novo, choro sozinha no banheiro por qualquer motivo, preciso mesmo é tirar de dentro toda angústia dos últimos dias, organização na mente não é tarefa fácil para quem transborda de sentimentos novos diariamente.
Converso com minha mãe-amiga, chego a conclusão de que nos meus 15 anos eu tinha mais coragem de assumir quem eu era do que agora, retomo um pouco dos sentimentos da época, e digo a mim mesma que não perderei essa coragem.
Recebo uma ligação, um amigo querido, aquele que me pega nos braços e me enche de carinho e ternura quando eu mais preciso. Vou ao encontro do ser amado, e ele me surpreende com o presente mais lindo, um pedaço dele. Ok, sem romantismos loucos, ele me deu seu disco novo. Eu estava ansiosa para ouvir o que eu já tinha ouvido quando ainda estava cru, e sim, já tinha me emocionado mesmo com o inacabado, sabia que o que tinha para vir seria algo....algo...do jeitinho que eu gosto.
Então, chego em casa, depois de bebida, comida, risadas, abraços, sorrisos sinceros e acalanto. Coloco o disco.
Silêncio na primeira música. Enquanto eu terminava de arrumar a mala aquele som me sugou a concentração, parei, embasbacada. As lágrimas saíram naturalmente.
Segunda música começa. Acho que não quero mais escrever a respeito, perdi as palavras, não quero descrever agora, quero sentir. Amanhã (domingo) vou escutar na viagem e escrevo a respeito.

{tempo para amar e me deixar levar por sentimentos novos/dormir e sonhar com meu mundo novo}

Trecho da escrita feita durante a viagem.

Acordei às 6:45, depois de apertar três vezes no soneca. Passei a madrugada conversando sobre coisas úteis e inúteis com meu parceiro noturno de conversas intermináveis.
Após dormir por 2h, fui para a rodoviária, viajar para minha cidade, estava em um estado de graça, e ansiosa por vários motivos. Bueno, já me perdi nesse texto, são tantas informações de dias diferente, já escrevi aqui e ali com lembranças do passado.
Entrei no ônibus e esperei pela passageira que viajaria ao meu lado por 3h, ela chegou, alemoa, gorda, e feliz, me deu um alívio ao perceber que a viagem não seria um martírio, nada pior do que ter uma pessoa que não nos deixa a vontade durante uma viagem toda. Apertei no play, ouvi a primeira música como se fosse a primeira vez que eu estivesse escutando tudo aquilo, meus olhos lacrimejaram, de novo, e a cada compasso o agito interno aumentava.
Ouvindo as tais músicas me dei conta de que hoje pela manhã eu fiz sexo com todas elas, elas me agraciaram e tocaram no meu corpo nu de maneira feminina, senti e fiz com que o ato sexual/musical fosse daqueles revigorantes para o dia que se seguia, esses de quando o amor e a paixão se encontram, eu estava intimamente envolvida. Me perdi em mim mesma e me encontrei em alguma rua esquecida, conectei-me com um lado meu que estava desplugado. Me pergunto, por que isso tocou tanto em mim? Por que isso tocou tanto minha alma?
Posso dizer que relaxei sem perder a concentração do que se passava dentro e fora, outro espaço de tempo. As cordas, flauta, vozes....me conduziram suavemente para onde eu quero.
Denso, escuro, claro, leve, contraditório, assim como a música te toca com mãos suaves, também te dá uma surra de realidade, nua e crua. Acho que me vi no meio dessas características, outra época, outro país, talvez outro mundo. Não interessa, o que interessa é que me fez bem. Obrigada meu querido Vagner Cunha por me proporcionar momentos intensos, de pureza, felicidade, surpresa, tristeza, e certa melancolia, tudo na medida certa com seu disco "Além".

Eu sempre volto para te olhar....e de uma maneira meio doida eu te amo.


Últimos minutos para a meia noite, e meu texto chega ao fim, nem ficou tão longo por ter sido escrito em 3 dias, acho que ele ficou curto por eu estar sentindo a mesma coisa nesses últimos dias, eu fui tomada por uma mudança interna, e uma certa melancolia, lembrei de tantas coisas passadas, ao mesmo tempo de que planejei o futuro e tracei metas para esse próximo ano. Essa história de fim de mundo, nova era, ano novo, acho que foi importante pra mim, não sei o que é verdade ou mentira, mas pra mim foi útil, sou egocêntrica, ao menos aqui no blog, que a terra é tomada por uma rainha apenas, EU mando, EU sinto, em algum lugar tenho que ser totalmente minha. Retomei coisas do passado que foram importantes, foi como se eu pegasse uma mala para fugir de algum lugar, e enchesse do que era mais necessário para sobreviver. Peguei o que me interessava e deixei de lado o que não queria mais.
Quanto a tudo que aconteceu, todos que vieram nesses últimos 3 dias, agradeço, foram de extrema importância, e com certeza está dentro da minha "mala imaginária da vida".
Agradeço também a todos que fizeram parte da minha vida durante esse ano, que foi turbulento mas feliz, cheio de mudanças, do jeito que eu gosto, todos que estiveram ao meu lado, mesmo que por um curto período foram importantes, talvez eu ou vocês não saibamos disso, mas sempre o outro faz a diferença em algum momento. Um obrigada especial ao meu filho Érico que me faz acordar todos os dias tentando ser um ser humano melhor, meus irmãos por me darem sempre a oportunidade de ensinar o que eu um dia aprendi batendo a cabeça na parede, e minha mãe que de um jeito ou de outro está sempre comigo, mesmo quando eu insisto em seguir no trilho errado.
Bom final de ano. Que todos vocês que assim como eu estão a refletir, sejam tomados de muita luz e energia boa, cada um com sua vibração, a necessária para se estabelecerem e chegarem aonde quiserem e merecerem.
Acabou, fim.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Não me arranquem as pernas para poupar espaço no avião

Foram tantos sentimentos, tantas emoções que eu até poderia parafrasear o Rei agora, "se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi"...só que não, não vou parafrasear ele.

 O importante mesmo é que estou indo de acordo com minha convicções, minha personalidade um tantinho forte não me deixa ser manipulável. Isso que me importa. Entrei num barco desconhecido, no meio de um tempestade em alto mar, e consegui sair quase que ilesa.
Tentar se encontrar em meio a tanta maluquice é missão quase impossível. Meu trabalho está intimamente ligado ao meu sentir, ao meu ser, é profundo, não é de fora pra dentro, e sim de dentro para fora.
Nesses últimos meses, estive fora do meu centro, vivendo coisas que não são normais para mim, sentindo na pele o que é a vida aí fora, com pessoas que nem sempre tem os conceitos básicos (pra mim ao menos) , aqueles conceitos que aprendemos na vida, e na escola o professor cansa de falar, como respeito pelo coleguinha, amor, sinceridade, justiça, lealdade, amizade. Conheci pessoas incríveis que me mudaram, mas também conheci seres escrotos e rastejantes, que vivem as custas do próximo. Não me arrependo, não sou do tipo que fica lamentando, mas preciso de um tempo para digerir tudo isso. Organizar o que quero realmente para minha vida, quem eu quero ao meu lado nesse momento, e o principal, quem eu não quero ao meu lado, quero me ouvir, lá dentro a Isabel fala comigo, ela fala forte, grita, e diz o que quer, porém o barulho em volta é muito alto, está difícil escutar.
Entendam não é fácil ficar tentando entrar numa roupa que não te serve né? Ou usar um sapato 34 quando você usa 36.
"no baile só foram pessoas que calçavam 34, USE 34".
PORRA EU USO 36!! (esse é meu atual sentimento, arrancando roupas e sapatos apertados e gritando "PORRA" internamente)
Vou tomar meu banho e termino a escrita que me sufoca, preciso logo me deixar sair de dentro de mim mesma;
{mergulho a cabeça na banheira com água, escuto o silêncio que me faltava} Alívio.

Continuando....
Descobri terras desconhecidas, inclusive na internet, ou principalmente nela.
Descobri o porquê não gosto de twitter, essa coisa de ter limites de palavras não é pra mim, hoje está tudo tão limitado, o tempo anda limitado.

{não me arranquem as pernas para poupar espaço no avião, não aceito mais limitações no meu espaço}


Não gosto de ficar longe das pessoas, mas também não posso com tanta exposição do meu lado interno, leia "lado interno" como exposição de tudo meu que vem de dentro, nesse caso minha voz, que é praticamente meu corpo aberto da forma mais bizarra possível, com os órgãos todos para fora, nojento, mas real. Sou exposta demais, gosto mas não gosto desse meu lado. Gosto de expor o que penso, gosto de escrever, se não gostasse não estaria aqui agora escrevendo e postando nesse mundo de #todomundojuntogrudado que é a internet. Porém, não gosto de ser vista por tanta gente assim, fico acanhada, não sei se sei agir naturalmente diante disso tudo.
Dividir, compartilhar, ajudar o próximo com minhas experiências, transmitir em palavras todo tipo de sentimento, por isso escrevo, e é isso que faço com a música.
HÁ...é aí que me refiro. Cantar pra quê, e por quê? O que digo quando canto? Não quero fazer um show sem significado, no mínimo conceitual eu tenho de ser. Creio que eu esteja entrando em uma das minhas crises "repertorísticas". Básico.

/Vou pegar uma água e volto/

Esse texto vem em partes, são muitas coisas.

Bilhete de uma amiga que fez a diferença na minha vida!
{Esse bilhete acima foi a querida Patricia Rezende que deixou um carinho escrito num dia de manhã. Uma pessoa rara, dona de uma pureza que não vejo a muito tempo, uma pessoa verdadeira e doce.}

Amizade, amor e respeito.
Palavras gastas em vão pelas pessoas, todos falam sobre, mas poucos entendem seu real significado.
Acordei hoje pensando sobre a liberdade, e o que é ser amigo de verdade, até onde vai a liberdade que damos aos intímos?
Costumo ser sincera e falo o que penso a maior parte do tempo, a outra parte do tempo eu tenho noção, porque falar demais também cansa, tudo tem limite e saber usar o silêncio é uma dádiva, e se tratando dos tempos atuais, em que dar opinião é algo tão comum quanto cagar, usar o silêncio no momento certo é um sinal de pura sabedoria.
Amizade, é dar o seu melhor ao outro ser, amizade verdadeira é tão difícil de acontecer quanto um grande amor, portanto quando a tiver, cuide bem. Alguns pensam que por se tratar de um amigo, pode se falar o que quiser, chegar a hora que quer, as pessoas tratam as vezes pior seus amigos do que os desconhecidos. Não tinha que ser ao contrário?
Amo e respeito meus amigos, aqueles que me são leais, e me dão reciprocamente o que entrego a eles.
Quero eles ao meu lado! Viu como é importante escrever? Dei-me conta do que preciso, e de quem quero ao meu lado nesse momento de turbulências.

Obrigada por lerem, se você chegou até aqui, com certeza gosta tanto de twitter quanto eu.

Escutem para digerir melhor as palavras lidas...




segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Álbum sem título



Minhas mãos andam feias, não faço unhas, nem tiro o esmalte vermelho velho, ressecadas, descuidadas, minhas mãos, quem diria, adoro mãos, nunca deixo minhas unhas curtas, porém, deixei elas quebraram com meu desleixo. Não há de ser nada, farei  as unhas amanhã, e esse esmalte velho sairá com acetona.
Quanto ao descuido que venho notando em mim, esse sim, não se resolve num dia.

Ando me abandonando pelos cantos da casa a tempos, numa confusão de mim mesma, amando e desamando, sendo e não sendo, não estava sabendo me amar de novo, andei confundindo trabalho e vida pessoal, e ainda esqueci que tenho que cuidar da Isabel.

Não sei o que escrever, ou como descrever o que sinto, é uma mistura de tristeza, por estar deixando para trás um vício de vida, mas também uma felicidade e uma excitação por saber que tem algo muito bom por vir. Estou conectada com algo tão bom, mas tão bom, que chega a doer em mim. Prazer ligado a dor é sempre o melhor. E o medo que me pergunta a todo minuto: "Você vai conseguir se manter sóbria e consciente mesmo no meio da tempestade?", meu medo, esse que vive colocando dúvidas, que só servem para me tirar o foco.

Ando também muito clichê, inclusive a música que estou escutando (tem o link abaixo do texto), despertou esses sentimentos todos e me fez escrever hoje, é total clichêzão, mas dane-se, não é pela letra (até porque essa letra é bem bobinha), é pelo som, pela música, sentimento que ela me passa, não sei o porquê, mas ela tocou exatamente onde estava sensível hoje. Tenho sentido saudade, de todo mundo, pessoas que moram longe, e mesmo os que moram perto e que eu quase não vejo. Não tenho tempo, tenho tido um ritmo de vida que não é meu habitual, ainda não sei lidar com essas coisas todas, desculpem o sumiço.
E claro, os sentimentos que não podem faltar nessa receita maluca, felicidade e tristeza, são muito comuns  e em pessoas normais eles se apresentam um por vez, não é meu caso (tudojuntomisturado), os opostos que fazem os seres humanos serem tão voláteis, estou entre esses dois polos já faz algum tempo, não tenho tido meio termo, e quem esta ao meu lado nesse momento (coitados!) estão sentindo na pele o que é ter alguém tão "bipolar" a sua volta.
Eis o momento em que eu agradeço a paciência de amigos e familiares que me aguentam! Obrigada! Sem vocês eu provavelmente estaria alguns anos atrasada no meu aprendizado de vida.
E você criaturinha, você sabe a mudança que tem feito na minha cabecinha? Não, você nem sabe a importância que te dou, o que importa nesse momento é que eu sei, sei que tenho que fazer minhas unhas, pintá-las de vermelho vinho, deixá-las gigantes de novo e sair do buraco que eu mesma cavei e me joguei para dentro, sempre faço isso, por sorte dessa vez não joguei a terra em cima de mim.
Dos altos e baixos em que vivo, vou criando meus próprios obstáculos, eu mesma os crio, portanto eu mesma os tiro do caminho, e sem tudo isso eu não seria eu, não sentiria tanto tudo, e é sentindo que consigo subir no palco e passar com verdade o que vi.
 "Eu senti na pele, calem suas bocas imundas quando forem falar de mim, eu sinto o que canto, sem ser atriz, sou eu sempre quando canto".
Posso cantar uma merda, mas que foi verdadeiro foi, saibam disso.
Quanto a mudança que esta chegando, mudarei se julgar necessário, (acho na verdade que já é obrigatória uma mudança nesse ponto em que me encontro), sempre serei a mesma em essência, quem em conhece sabe, são só pedrinhas no caminho.

Mudança, entre na minha vida, seja bem vinda novamente, só você eu deixo entrar a hora que quiser, desde que leve consigo tudo que não quero mais e que me traga coisas novas, aquelas que me acrescentam.

Boa semana!









sábado, 27 de outubro de 2012

Catando migalhas do chão.

"Some of them want to use you
Some of them wanna get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused"
(Sweet dreams - Eurythmics)

Enxergando o aeroporto e seus passageiros. 
-Impressões de um aeroporto comum e minhas conclusões precipitadas.-

Gente estressada, pessoas trabalhando dentro de seus computadores portáteis (celulares, ipads, iphones, e seus derivados). Homens engravatados e/ou com camisas abotoadas até em cima, no alto do abafamento porto alegrense. Cabelos penteados, pintados, escondendo suas madeixas brancas, carecas, alguns ainda com uma meia dúzia de fios por cima do couro cabeludo, e ainda assim resolvem penteá-los para trás. Todos correm e franzem suas testas/carecas (sim elas acabam se confundindo nunca sei onde acaba uma e começa a outra).
Pensei do canto de uma cadeira, uma das últimas cadeiras que tinha vaga para sentar no embarque, outra coisa notável num aeroporto é como as malas dos passageiros gostam de sentar nas poltronas, são sacolas, bolsas, mochilas, laptop, tinha até um copo de café "sentado" numa cadeira, foi onde pedi para que o Sr. fizesse o favor de tirar dali o copo vazio, para que assim eu pudesse me sentar, ele com a cara feia retirou o copo e voltou ao seu notebook, ao mesmo tempo em que discutia bravamente com algum colega sobre algum negócio muito importante. Sentei. Logo em seguida senti um cheiro desagradável, vinha do lado desse mesmo homem, notei que enquanto ele falava o cheiro de esgoto exalava de sua boca. - Muito tempo sem comer meu Sr. com cabelo pintado, alimente-se-. Pensei eu olhando de canto.
Observei as pessoas, me divertindo sempre ao ver como elas são previsíveis, e achando triste certos fatos, ao notar como a qualidade de vida de pessoas relativamente "normais", dentro dos padrões estabelecidos pela sociedade, estão decadentes. Do que adianta viver com esse tipo de vida se não se existe prazer nenhum de se viver realemente? A não ser aqueles prazeres supérfluos, como os de comer porcarias no final de semana (sim a maioria é obesa e sedentária).
Observei atentamente, e dei-me conta, não havia nenhum ser com uma caneta que fosse na mão, nem uma folha de papel, nenhum bloco de nota, nenhum livro, nada que fosse material. Escritas pegáveis, com aquele cheiro de folhas (livros, vocês lembram o que é isso?), álbuns de música, com nome do artista impresso, com imagens que remetam ao que significa seu trabalho, que tenha o toque, gosto de sentir, de tocar, meus artistas favoritos, eu quero tocá-los, realizo minha fantasia, ou chego mais próxima de realiza-las ao tocar em seus trabalhos.
Enfim, voltando ao assunto principal, sim, eu era a única escrevendo com caneta e um bloco de notas surrado, mas não porque eu queira parecer contra a tecnologia ou algo parecido (afinal, eu nasci em meio a toda a tecnologia, nem saberia viver sem ela!), faço isso por preguiça mesmo, mais fácil pegar a caneta e o bloco que estão no fundo da bolsa do que o note que esta fechadinho  na malinha.
De qualquer maneira me senti antiquada, me dei conta do quanto não vivo nesse ritmo "normal", essa pressa me irrita, me tira do eixo. Laptop, celular tocando, e-mail cheio, dor de cabeça, e o facebook me perseguindo..."Welcome to the real world little girl".
- Todos querem você, todos querem um pedacinho do que você possa dar.-
Me deu uma certa falta de ar.
Subi no avião no meio da escrita, um pavor depois de um telefonema desmarcando coisas, mudanças de planos bruscas, me adapto e sigo em frente.
Continuo....
Lembrei, que sou uma pessoa super estressada, nessa rotina dos últimos dias (rotina? oi?), não tenho programado nada, tudo vem acontecendo, eu tenho me deixado ser levada para onde a maré quiser me levar, porém, não posso negar, tenho perdido cabelos como nunca ultimamente, e minha pele também esta sofrendo as consequências da minha falta de cuidado com o corpo e alma.
Não, não estou reclamando, a vida vai bem, obrigada! Encarem isso apenas como um espelho onde me observo, minha escrita é de auto-ajuda, minha auto-terapia, e vocês são os analistas que nunca dirão nada, não quero a opinião de ninguém, só quero meu espelho, sou observadora, assim como observo os "tios" do aeroporto, também me observo atentamente. Agora vejo uma semelhança entre eu e eles, nos períodos de muita função também franzo a testa, fico irritável e não me cuido, talvez até eu pareça um pouco com os homens-carecas-barrigudos-trabalhadores-viajantes, mas só em espírito, na aparência espero nunca parecer com eles!

Ok, minha relação com aeroportos nunca foi muito amigável, por enquanto não mudei. Ainda.

"Hold your head up, movin' on
Keep your head up, movin' on."

Escutem...



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Meu lado Marilyn


"Uma garota sábia beija mas não ama, escuta mas não acredita e parte antes de ser abandonada." (Marilyn Monroe)

-Levantei da cama depois de alguns minutos, após refletir todas as barbaridades que tinha feito nela naquele momento. Nua, escorrendo em minha pele a vergonha e decepção de mim mesma, num rápido e único movimento saltei para fora do colchão, me vi em pé, indo em direção ao banheiro, tentando tirar um pouco de verdade na frente do espelho, lavando o meu rosto estampado com a falta de expressões faciais.-

Sim, isso soa melodramático, ok, eu sou dramática, e meus sentimentos são teatrais. Não esperava por isso, não esperava pela minha falta de cabimento, não esperava ter de lidar com isso nesse dia. Eu estava confiante, acreditando em mim, recém tinha deixado de lado aquele ser que me rodopiava a anos, aquele que não poderia me ver entrando em nenhuma lugar sem lançar aquele olhar de domínio sobre mim. Quando me livro de uma medíocridade entro em outra, agora eu mesma me lanço um olhar de domínio e me comprometo perante a minha própria confiabilidade.
Não procuro ser perfeita, não é mais esse meu objetivo, quero apenas seguir o que acho digno, e quero que me respeitem, eu quero me respeitar, sem ser impulsiva como tenho sido a anos.
O problema de ser intensa é isso, quero viver tudo, ao mesmo tempo com todos, amigos, família, e amores. Quero estar em todos os lugares ao mesmo tempo, fazendo festa, dançando, cantando, bebendo, falando, e também deitada sozinha no sofá da minha sala em silêncio. Quero tudo, mas também não quero nada. Quero ser amada, que me deem amor, mas não quero dividir meus amores com mais ninguém. E admito, já quis ser assunto polêmico, mas também sou discreta, não quero que ninguém me veja. Meus atos são contraditórios, minha conduta nem sempre a mais correta, mas tenha certeza eu sempre quero dar o meu melhor a todos, e nem sempre recebo o melhor de quem esta ao meu lado, não reclamo.

Parêntesis para o Érico:
(Meu filho, meu bebê, não quero que veja o que fiz um dia do alto da minha falta de sabedoria, e te digo, nem o mais experiente dos homens sabe o que faz em todos os segundos de sua vida.)

Continuando...
Aprendo tanto com os outros, em atitudes, palavras, capto só de olhar para algumas pessoas de longe, dessa forma elas não percebem facilmente meu olhar atento a suas peripécias, como já disse sou discreta e aprendo rápido, por isso me livro de alguns tão rapidamente, -já colhemos os frutos de nossas experiências, não preciso mais de você agora, não nos necessitamos, talvez nunca tenhamos precisado um do outro- saio pela porta sem olhar para trás.
Não quero me livrar das pessoas, não me entendam mal, mais uma vez uso incorretamente as palavras, tenho a mania de usar palavras boas em circunstâncias ruins, enfim, na verdade eu quero sim me livrar de algumas pessoas, apesar de achar que você ainda tenha muito o que me ensinar, e eu talvez também tenha algo  bom para ensinar a você.
Eis outro assunto que passa pela minha cabeça agora, as pessoas aprendem comigo? Você aprendeu algo comigo? Não sei a visão que eu ando externando por aí, me avise se for algo muito obceno, não quero assustar criancinhas na rua, nem velhinhos. Porém, mais uma vez sendo contraditória, digo, foda-se minha imagem, foda-se se aprendem ou não algo comigo, foda-se se eu sou um bom exemplo para criancinhas e dane-se se eu sou o orgulho dos anciões ou sou a vergonha deles, eu me basto, por enquanto só quero os meus a minha volta e minha paz interior.

Ponto, nova linha e ainda te admiro de longe.


Como de praxe, sem querer que isso torne-se um hábito (não sou do tipo que cria hábitos), mais uma música, ela que me veio quando esse texto começou a nascer, enquanto eu estava indo embora do lugar onde eu nunca deveria ter entrado.

  

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Acabando com meu próprio glamour



A vida por trás das câmeras não é tão linda quanto a que passou na telinha para vocês. Todos sabemos que a vida não é um morango com açúcar, então vamos a realidade.
Primeiramente quero dizer que escrevi mil textos antes desse para atualizar o blog, pois como o conceito do blog é falar sobre o que eu realmente sinto ficou complicado de acompanhar os milhões de sentimentos que se passaram nos últimos dias.
Resolvi portanto queimar meu filme e contar a verdade sobre minha história pré apresentação no The Voice! Para começar, conto sobre um dia antes da viagem para o Rio....
Passei vendo tv com meu irmão Ricardo, comendo chocolates, salgadinhos, e tudo que há de melhor nessa vida, vendo séries de tv até não aguentar mais e cair na cama (quer dizer, sofá!). Não sei como não morri depois de tanta porcaria junta, mas tudo pode piorar como vocês vão ver a seguir...
E isso era só o começo!


No dia da viagem peguei a passagem e conferi o horário, anotei na agenda. Arrumei minha mala na manhã seguinte (nota: nunca deixe para fazer isso 1h antes de viajar!!), arrumei a mala do meu filho também (sorte que eu faço listinha para não esquecer de nada!), consegui bater meu recorde, arrumei duas malas em menos de 1h!! Olhei de novo o horário da viagem, ok, às 14h, então tenho de estar 12h no aeroporto! Tomei um café com a família tranquilamente, tranquila naquelas né, estava indo para uma audição onde as pessoas estão de costas para ti e tu não tem certeza de nada, só de que cantaria para eles e talvez alguém virasse.
Na mesa entre uma mordida e outra num pãozinho com queijo resolvi tomar um gole de café preto esquecendo que o mesmo recém fora servido, queimei minha língua de uma maneira inacreditável, tive que cuspir o café (foi lindo), mas tudo certo, nada acabaria com meu humor hoje, pensei, nessas horas temos que ser sempre otimistas! Beijos e abraços na família que ficou. Fui para o aeroporto.
Chamamos um táxi, estávamos no horário. Chegando lá fui direto ao guichê da companhia aérea, entreguei a passagem, aí que vem a parte triste, a moça com sorriso amarelo me avisou: "sinto muito moça mas você perdeu seu voo, o horário de saída era 12h e nós fechamos o embarque 30 min antes.". Minha cara foi algo impagável, minha mãe, meu filho, e eu com cara de "foi mal galera", minhas auto-sabotagens estão muito frequentes, eles estão acostumados (coitados!).
Enfim, depois de muito chorar na loja da companhia aérea e prometer aos atendentes da loja que eu dividiria o prêmio do programa com eles (já to devendo e nem ganhei nada!) eles finalmente trocaram meu voo para um logo em seguida.
Foi então que começou algo estranho na minha barriga, um barulho que não passava, dor, enjoo, dor de cabeça, pensei que fosse pela fome (as bolachinhas do avião não saciavam o vazio dentro de mim).
Minha cara de "ufa deu tudo certo"

Notem minhas mãos na barriga! :P

Chegamos no aeroporto do Rio, fomos para o hotel, e então olhei para minha mãe e disse "não estou legal, deve ser a ansiedade", mas eu me sentia calma, tinha dentro de mim uma ansiedade boa até então. Logo mais chegou a notícia de que no outro dia eu gravaria, fui para o quarto, deitei, tentei relaxar, mas aquele desconforto não me deixava em paz. Porém foi à noite que a coisa começou a ficar séria, não quero entrar em maiores detalhes, vocês não precisam ser tão íntimos assim da minha pessoa, mas digo uma coisa, não desejo isso nem para meu pior inimigo!
Depois de acordar de 30 em 30 min, desisti de tentar dormir, levantei duas horas antes do despertador e fiquei olhando pela janela, foi aí que vi com minha mãe e parceira de indiadas, o Cristo redentor no canto da vista do hotel, num pontinho branco lá longe, e então nasceu a foto idiota abaixo, estou postando isso por que eu gosto de rir de mim mesma, e ficou engraçada a minha cara!!
Riam e sejam felizes como eu sou....
Cara de retardada sem dormir!

Continuando, um pouco antes de ir tomar café da manhã eu passei muito mal, vomitei até minha meu estômago, eu estava pálida, sem conseguir comer, não parava em pé, e tinha que ir gravar, cantar e encantar as pessoas com a minha voz de quem não dormiu, passou mal e não se alimenta! Porra!
Depois de maquiar, vestir a roupa, até que eu enganava as pessoas, porém com certeza os outros participantes nos bastidores pensavam que eu era uma mala sem alça pelo fato de que eu não conseguia nem falar direito, imagina dar entrevistas, minha voz mal saía (inclusive me vendo na tv me dei conta de que tenho um sotaque gigantesco, muito gaudéria tchê!), mas acho que nem conheci muita gente no dia da audição pois acho que eu passei mais tempo no banheiro do que em qualquer outro lugar naquele dia. Só para constar, eu sou uma mala as vezes, mas sou uma pessoa bacana, juro!
O que me salvou foram os momentos com meu filho e minha mãe que estavam ao meu lado em todos os momentos, dando apoio para que eu não desistisse, e rindo da minha cara obviamente, eu sou engraçada quando estou nervosa e passando mal. O importante é que eu fui até o fim, não me perdoaria de ir até lá para não fazer o que eu tinha me proposto.
Ah e essa família maravilhosa como me apoiaram, meu gatinho em um momento tirou do meu dedo o anel de família que uso sempre, deu um beijinho e o colocou novamente, um gesto lindo que para mim significou muito. Nessas horas a gente vê o que realmente importa nessa vida e da valor a coisas pequenas.
Subi no palco e inacreditavelmente as dores e desconfortos todos sumiram como se fosse num passe de mágica, o que um palco não faz com um artista, hein?!
Apesar dos pesares, eu cantei, sei que não foi minha melhor performance, cantei adoentada (quase colocando a alma pra fora de tanto que vomitei), super nervosa (não é fácil cantar sabendo que estão te analisando, ainda mais quando se trata do país todo), e ainda por cima eu estava com a língua queimada, para falar estava difícil, demorei 3 dias para voltar a sentir gosto. Ao menos ficou um história engraçada para contar para meus netos. Outro lado positivo é que meu filho e minha mãe aproveitaram um dia maravilhoso de praia! Tudo valeu a pena!
Altos papos e tal...
É muita fofura numa criança só! (coruja mode: on)
Amo esses dois! Mãe e meu filhote!

O que aprendi com tudo isso?
Assoprem o café quando ele for recém servido em sua xícara. Não cantem quando estiverem com uma virose seguida de gastroenterite, não é bacana! (A não ser que vocês sejam tão sortudos quanto eu e consigam  entrar para o the voice mesmo colocando tudo para fora!) E claro, olhem atentamente o horário de seu voo, peçam para que seus amigos, familiares, e quem mais puder cheque o horário de embarque (canetinhas marca texto também ajudam!).

Para finalizar a música que tocou enquanto eu escrevia...acho que a letra tem um pouco a ver comigo...hehehe



sábado, 29 de setembro de 2012

A paixão e seus joguinhos indecentes



Sinceramente, faz tempo que não me apaixono, até me apaixonei a um tempo atrás, mas só eu sabia, só eu senti, e foi um um momento rápido, sem muita repercussão dentro de mim.
Não é fácil dividir uma vida com alguém, confiar em uma pessoa para que ela se torne um dos seres mais íntimos da tua vida. Me faço de durona para não ter de passar por isso, passei bons anos sem me deixar envolver, indo apenas ao encontro de sexo casual, uma noite com um, outra noite com outro, os dias com suas surpresas e pessoas interessantes de ter no meu álbum sexual, porém a palavra chave para ter algo comigo sempre foi "distância", quando chegavam muito perto eu saia de fininho, sempre com a filosofia de que não gostava de me prender a alguém, e de que joguinhos de amor eram para fracos, para que criar história se o que eu queria era tão simples? "Só quero seu corpo nu na minha cama hoje a noite neguinho, nada mais que isso", sim eu já falei isso e claro que eu citei agora uma frase leve perto das que já usei com alguns casinhos!
Não sou de me arrepender, acho que tudo é questão de momento, tenho minha vida marcada por muitas paixonites, admirações, pessoas que me tiveram ou me tem até hoje, todos foram de extrema importância para minha "saúde sentimental".
Saúde, pois é, eu já fui muito doente, tive relações malucas marcadas por crises de ciúmes de ambas as partes, tapas, gritos, e ódio que logo passavam depois de alguns meses sem olhar para a criatura.
Achava normal sofrer por amor, achava bonito também ser "coração de pedra", uma menina de coração inatingível, mas é tudo mentira, uma relação assim é fake, deixar-se envolver dessa maneira é tosco e contraditório! Apesar de eu ter toda essa pose de mulher independente que dá a hora que quer, e se diz liberta de qualquer princípio antigo, na verdade não via que estava também me prendendo e me escondendo atrás de uma regra, a de não se deixar sentir.
Não sei se ainda sei conquistar, as vezes penso, será que consigo ser interessante? Será que consigo ser menos aérea e me deixar envolver sem escapulir por entre os dedos do certo alguém?
Esses dias brincando de sentir, deixei que uma pessoa chegasse o mais perto que já deixei nos últimos quatro anos, foi bom, mas o medo me aterroriza, a insegurança bate e diz "você não vai ser boa o suficiente para esse ser, esqueça!", fujo de novo....mas estou cansada de nadar contra a correnteza, me escondo atrás de outro escudo, o da sedução, deixo apenas ela transparecer, fico engraçada, sensual, falo sacanagem, exponho meu lado mais obsceno e digo que faria as fantasias mais fodas de todas, estimulo a imaginação do bagual e fico de fora vendo tudo como se eu não participasse. Logo depois dessa safadeza online para fazer de conta de que ainda tenho meu coração intocado chamo outros seres para dividir minha indecência, afinal sentimentos, o que é isso? Era tudo uma historinha sexual apenas, aquele ser que fez minhas pernas tremerem e minhas mãos suarem nada significou (mentira de menina durona!).  Mas o que adianta dar todas essas voltas? Quero provar o que para quem? Afinal de contas já era, eu já senti.
Não contente continuei evitando pensar nele, todos os dias que aquele ser invadiu meu pensamento eu simplesmente não soube como agir. Teste de resistência...
Enquanto eu luto contra meus sentimentos e digo que não posso me apaixonar, aí vai a música que me acompanhou durante a escrita de hoje!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Desejo escondido de ser uma super heroína!

As pessoas só sabem reclamar, só gostam de criticar e de quem critica.

Noto isso pois qualquer texto criticando algo tem mais visualizações, mais "likes" do que qualquer outro que divulgue um trabalho, ou texto que fale bem de alguma coisa interessante e "intelígivel".  Notícias boas não se espalham, histórias boas só se forem de milagres divinos. É algo do tipo, faça piadas degradantes de algum assunto recente que caiu na internet e você terá a fama momentânea que tanto deseja! É tão cansativo isso! Pessoas que não pensam em nada além de dar uma boa risada antes de dormir e acordar no outro dia para nada fazerem além de viverem suas vidinhas cheias de tarjas pretas. Não estou pregando o pessimismo, nem quero que as pessoas sejam tristes por ver que o mundo não é perfeito, mas queria que essas pessoas enxergassem a realidade, e não se contentassem com tão pouco, vissem mais o que realmente se passa no mundo e que assim pudessem fazer alguma diferença. Só de pensar já estariam mudando alguma coisa.
Me pego pensando diariamente no por que as pessoas não consomem mais arte, ler mais, ouvir mais música (música boa, please!), apreciar uma exposição de algum artista, e sempre caio na mesma e única opção, como consumir coisas que façam pensar num lugar onde se tem a educação sempre como segundo plano?
Sei que a culpa não é só da população, existem milhões de questões as quais não quero entrar em detalhes agora, mas sei que isso também é de responsabilidade dos artistas, produtores, pessoas que trabalham com as artes. Fazer as pessoas chegarem mais perto de coisas que valham a pena depende também de nós, fazer as pessoas valorizarem o que nós damos a elas também vem do valor que damos a nós mesmos. Como pedir que deem valor a quem não se dá o devido valor?
Agora me façam um favor, (e isso também vale para mim!), parem de criticar, o Latino, o calcinha preta, Mr. Catra, Gustavo Lima e cia e mostrem como se faz! Do que adianta falar que existe coisa melhor se nem conseguimos dar outras opções. Ao menos estaremos tentando.
 Pensei várias vezes em desistir, mas eu não sei viver em um mundo onde eu não acredito nas pessoas e nas mudanças que elas possam fazer. Não vou deixar que meu filho viva num mundo onde eu nem ao menos tentei lutar para mudar!
Lendo esse final parece até que eu quero ser super-heroína numa época onde as histórias de super-heróis só mostram os efeitos especiais mais incríveis do momento, e a história fica centrada apenas em explosões e barulhos.
Tô cagando para o que possa parecer o que eu escrevi, eu quero isso mesmo, ser uma super-heroína e salvar o mundo da invasão alienígena de seres que tem valores deturpados e só querem usar as pessoas por dinheiro, fama, ou por doença mesmo (gente doida por ai não falta).
Eu quero dar um momento mais doce e intenso para as pessoas, fazer pensar em sentimentos reais e nobres, transmitir serenidade, seriedade. Talvez seja isso que eu tenha para dar agora.

E você por que esta aqui? 

Meu lado heroína

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Amando incondicionalmente em silêncio profundo ao som da chuva



 A sua simplicidade basta para que todos os meus medos de errar sumam, basta um simples acalanto seu para tudo ficar bem. "Estou contigo", você me disse.
Tentei te desenhar com palavras rebuscadas e vi o quanto me enrolei nelas.
Você e eu somos duas simples palavras que juntas significam tudo.
Eu te amo, são as palavras que simplesmente não saem dos meus lábios de forma natural, mas ditas por você parece tão mais fácil, tão mais puro, não lido bem com a pureza tocando meu peito de forma tão limpa.
Me calo para demonstrar o que sinto por você.

              ....Me permito apenas sentir.......
........permita-se apenas sentir..............
                             Perdoe meu silêncio.

Ps: escutem a música e vejam as fotos, ela tem tudo a ver com o sentimento do momento e foi escolhida pelo menino bonitinho das fotos.


sábado, 15 de setembro de 2012

Dando-se conta de que "vomitar" faz bem



Quantas vezes eu choro, esperneio, brigo, odeio, me distancio, cuspo palavras ofensivas na cara de pessoas, e sim, tenho me sentido bem com isso!
Do ódio incansável a paz interior, é o que treino desde que me conheço por gente. Sempre tive ataques de "fúria" interna, quando pequena isso me gerava tanto desconforto que eu sentia uma forte pressão entre os dentes, me embrulhava o estômago e não respondia aos outros, apenas pensava, nunca soube como agir quando me sentia com raiva, humilhada, com vergonha, a primeira atitude que eu tinha era de fugir, corria, corria, até achar algum lugar seguro de todos aqueles sentimentos. Só não sabia que dessa maneira eu não estava apagando ou fugindo do sentimento e sim alimentando-o, ele ficava ali dentro, num cantinho mas permanecia intacto e crescendo como um bebê dentro da barriga de sua mãe.
Lembro de um episódio em que tive esse desconforto bem forte, eu brincava com uma amiguinha do prédio na praça, e não me recordo ao certo, mas acho que ela falou que gostaria de ir na minha casa, eu não queria, pois ela me sufocava, tirava minha privacidade, mexia nas minhas coisas, e eu sentia "vergonha alheia" dela, mas ao invés de tomar uma atitude e dizer que não gostaria, eu fugi, corri da praça a porta do meu prédio, chamei minha mãe no interfone e pedi para que ela abrisse a porta, foi tudo extremamente calculado pela minha cabeça, e daria tudo certo se a minha mãe tivesse aberto a porta quando eu pedi, mas não, ela me questionou, "porque Isa? Aconteceu alguma coisa?", eu ofegante, sentindo que a "malinha" estava me alcançando, já pensava em alguma desculpa, respondi para que minha mãe esquecesse o ocorrido, que apenas abrisse a porta. Minha amiga chegou, acho que o nome dela era Fernanda, perguntou o que tinha acontecido e eu mais uma vez vacilei, inventei outra história e deixei ela entrar na minha casa. Aquilo me fazia mal, me corroía por dentro, não gostava dela na minha casa, mas também me fazia mal não contar a ela que eu odiava mil atitudes que ela tinha quando me visitava.
Sempre penso que podemos ajudar na mudança dos outros, com pequenos gestos, grandes discursos, ou um forte tapa na cara seguido de muitas palavras duras mas verdadeiras. Eu poderia ter feito a Fernanda ser menos mala se eu tivesse dito o que ela me fazia sentir? Será que ela já perdeu algo por ser assim, além da minha amizade?
Me chateio quando as pessoas me falam a verdade nua e crua, mas prefiro os que me falam aos que não me falam nada e me deixam batendo com a cabeça na parede.
Hoje em dia eu procuro sempre falar o que sinto realmente, meus amigos sabem bem disso! Eu me sinto melhor e eles também.

Obrigada aos amigos e inimigos que me ensinaram a "vomitar" verdades!

Ahh música com o clipe que mais tem a ver com esse sentimento de fugir....vejam!



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Visitando o passado

Hoje acordei sentindo uma forte atração pela a escuridão, acordei de véu negro, cabelos compridos abaixo da cintura pintados com a tinta cor preto azulado que sempre usei, unhas gigantes cobertas por um esmalte black, roupas em tons escuros, com a pele branca de ofuscar os olhos, batom vermelho vinho.
Não estou maluca, simplesmente acordei no ano de 2005, quando eu tinha que levantar cedo para ter aulas chatas de matemática, português, literatura, história, etc..época em que eu brincava de mulher-gato, fechava a cara para criancinhas na rua, e assustava pessoas no shopping com meus amigos bêbados de vinho porcaria (sim, eu era gótica de shopping ¬¬).
Hoje eu e minha irmã estávamos conversando com os cães (sim nós falamos com os animais!) e o Yóshi (yorkshire da minha irmã) falou que ele usava só roupas black, eu em seguida comecei a cantar...
"Black black black black no. 1,
Black black black black no. 1"

"Loving you
Loving you
Love, loving you
Was like loving the dead
(Was like fucking the dead)"

Pra quem não conhece a música, aí vai!

Comecei a escutar só o que eu escutava na época, não é a toa que eu era uma adolescente de dar medo!
E essa manhã rendeu, fui ler coisas que eu escrevia nessa época, tudo muito profundo, mas o que mais chamou a atenção foi que eu tinha uma coragem que eu tinha até esquecido que existia dentro de mim. Não tinha tanto medo do que os outros pensariam, não tinha tanta obrigação de parecer um tantinho mais "normal" ou convencional.
Então lembrei de um pensamento mais antigo ainda, de quando eu tinha uns 7 ou 8 anos, "quanto mais crescemos mais chatos somos, quando eu crescer não quero ser assim, quero ser diferente" (pensamento da criança Isabel Stone).

Para terminar a manhã, mais uma música da Bella adolescente, e entendam por que eu comecei a estudar canto lírico. hahaha





quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Funcionamento do blog da Bella




Não sou escritora, nem criei esse blog por motivo semelhante, apenas gosto de me expressar com palavras, e a muito tempo tenho vontade de expor meus pensamentos, ideais, cores, imagens e músicas que possam vir bater na minha porta. Sinto demais tudo, e nem sempre isso é positivo. Só de dividir esse turbilhão diário que vem na minha cabeça já será de grande propósito, se alguém em meio disso tirar proveito melhor ainda!

Começo esse post com avisos...

1°- Não sei quantas vezes, nem quando vai me dar na telha de postar, nem sobre o que vou postar, sou uma artista a moda antiga, mudo de acordo com o dia, vai depender de vários fatores como temperatura, horário, pé que levantei da cama. Enfim.
2°- Escrevo muitas coisas com uma certeza infindável, não que eu seja dona da verdade, tenho consciência de que nem tudo que eu digo é a pura verdade real. Me questionem quando quiserem, e eu mandarei quem eu quiser passear.
3°- Me contradigo milhões de vezes, sou um ser em constante mutação, se mudo de ideia a respeito de algum assunto, com certeza foi porque eu julguei que assim seria mais correto.
4° - Sou transparente, e muitas vezes um pouco pura demais nas minhas ações, não faço por mal, se falar algo que desrespeite alguém com certeza essa pessoa mereceu.
5° - Não tenho medo de exposição, pelo contrário acho que no mundo de hoje é necessário expor ideias, para que a mudança ocorra temos que compartilhar e juntos fazer com que as mudanças sejam concretizadas.
6° - Eu poderia passar uma vida criando mil avisos sobre mim, e mesmo assim ninguém estaria preparado para o que viesse a seguir. Assim tenho dito.