"Uma garota sábia beija mas não ama, escuta mas não acredita e parte antes de ser abandonada." (Marilyn Monroe)
-Levantei da cama depois de alguns minutos, após refletir todas as barbaridades que tinha feito nela naquele momento. Nua, escorrendo em minha pele a vergonha e decepção de mim mesma, num rápido e único movimento saltei para fora do colchão, me vi em pé, indo em direção ao banheiro, tentando tirar um pouco de verdade na frente do espelho, lavando o meu rosto estampado com a falta de expressões faciais.-
Sim, isso soa melodramático, ok, eu sou dramática, e meus sentimentos são teatrais. Não esperava por isso, não esperava pela minha falta de cabimento, não esperava ter de lidar com isso nesse dia. Eu estava confiante, acreditando em mim, recém tinha deixado de lado aquele ser que me rodopiava a anos, aquele que não poderia me ver entrando em nenhuma lugar sem lançar aquele olhar de domínio sobre mim. Quando me livro de uma medíocridade entro em outra, agora eu mesma me lanço um olhar de domínio e me comprometo perante a minha própria confiabilidade.
Não procuro ser perfeita, não é mais esse meu objetivo, quero apenas seguir o que acho digno, e quero que me respeitem, eu quero me respeitar, sem ser impulsiva como tenho sido a anos.
O problema de ser intensa é isso, quero viver tudo, ao mesmo tempo com todos, amigos, família, e amores. Quero estar em todos os lugares ao mesmo tempo, fazendo festa, dançando, cantando, bebendo, falando, e também deitada sozinha no sofá da minha sala em silêncio. Quero tudo, mas também não quero nada. Quero ser amada, que me deem amor, mas não quero dividir meus amores com mais ninguém. E admito, já quis ser assunto polêmico, mas também sou discreta, não quero que ninguém me veja. Meus atos são contraditórios, minha conduta nem sempre a mais correta, mas tenha certeza eu sempre quero dar o meu melhor a todos, e nem sempre recebo o melhor de quem esta ao meu lado, não reclamo.
Parêntesis para o Érico:
(Meu filho, meu bebê, não quero que veja o que fiz um dia do alto da minha falta de sabedoria, e te digo, nem o mais experiente dos homens sabe o que faz em todos os segundos de sua vida.)
Continuando...
Aprendo tanto com os outros, em atitudes, palavras, capto só de olhar para algumas pessoas de longe, dessa forma elas não percebem facilmente meu olhar atento a suas peripécias, como já disse sou discreta e aprendo rápido, por isso me livro de alguns tão rapidamente, -já colhemos os frutos de nossas experiências, não preciso mais de você agora, não nos necessitamos, talvez nunca tenhamos precisado um do outro- saio pela porta sem olhar para trás.
Não quero me livrar das pessoas, não me entendam mal, mais uma vez uso incorretamente as palavras, tenho a mania de usar palavras boas em circunstâncias ruins, enfim, na verdade eu quero sim me livrar de algumas pessoas, apesar de achar que você ainda tenha muito o que me ensinar, e eu talvez também tenha algo bom para ensinar a você.
Eis outro assunto que passa pela minha cabeça agora, as pessoas aprendem comigo? Você aprendeu algo comigo? Não sei a visão que eu ando externando por aí, me avise se for algo muito obceno, não quero assustar criancinhas na rua, nem velhinhos. Porém, mais uma vez sendo contraditória, digo, foda-se minha imagem, foda-se se aprendem ou não algo comigo, foda-se se eu sou um bom exemplo para criancinhas e dane-se se eu sou o orgulho dos anciões ou sou a vergonha deles, eu me basto, por enquanto só quero os meus a minha volta e minha paz interior.
Ponto, nova linha e ainda te admiro de longe.
Como de praxe, sem querer que isso torne-se um hábito (não sou do tipo que cria hábitos), mais uma música, ela que me veio quando esse texto começou a nascer, enquanto eu estava indo embora do lugar onde eu nunca deveria ter entrado.
